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domingo, 10 de junho de 2012

Um Novo Apostolo - Igreja Templaria de Cristo

 

O novo apóstolo do Brasil

Johnny Bernardo

Vira e mexe um novo apóstolo surge no Brasil. O mais novo nasceu em Pernambuco, mas foi na Rua Leais Paulistanos, no Ipiranga (SP) que Walter Sandro Pereira da Silva encontrou o caminho do sucesso. Filho de um mestre de obras e mais velho de três irmãos, Walter Sandro fundou a Igreja Templária de Cristo na Terra 26 anos após um “encontro” com o Arcanjo Miguel.

Foi em uma igreja “evangélica” - por ocasião de uma visita a sua terra natal, em 1985, aos 13 anos – que o arcanjo lhe apareceu e revelou sua chamada. Acabou se convertendo. Nos dez anos seguintes se dedicou ao trabalho, desenvolvendo habilidades que anos mais tarde utilizaria em sua empreitada da fé. Na Rádio Mundial e em diversas palestras em São Paulo, Walter chamava a atenção de centenas de ouvintes com palestras motivacionais, com temas que iam desde os perigos do tabagismo a conquista de um novo amor. Ficou conhecido.

Apesar da fama, o pernambucano nascido em Pesqueira dizia ouvir do Arcanjo Miguel que lhe faltava algo. Ouvia com atenção. Assim continuou pelos anos seguintes. Ao mesmo tempo em que se dedicava a Psicologia, Walter dava início aos estudos esotéricos. Reiki. Ioga. Sessões espíritas. Sociedades Secretas. Uma mistura de crenças e práticas reunidas em um mesmo caldeirão. Em 2010, adere à política. Concorre ao cargo de Deputado Federal pelo PSB, recebendo 6.879 votos. Não foi eleito. Um ano depois, enquanto se preparava para entrar no ar pelo canal 58 UHF, tem um novo encontro com o Arcanjo Miguel. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão”, declarou Walter Sandro ao jornalista Willian Viera, da Carta Capital. Segundo Viera, à meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.

Seis meses após sua fundação, a Igreja Templária de Cristo na Terra  já conta com dez igrejas, cinco das quais no Estado de São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Belo Horizonte e outra em Recife. O número de adeptos (ou “templários”) gira em torno de 10 mil, segundo informação da ITCT. A sede mundial (uma megaigreja com capacidade para 5 mil pessoas, e composta por 44 salas e 2 auditórios) exemplifica a diversidade de credos professados pelos fieis. Além do púlpito, no formato da Cruz Templária, há figuras de budas, faraós e santos católicos. No escritório do fundador, um quadro e imagem do Arcanjo Miguel destacam-se em meio às mobílias. Nas reuniões conduzidas por Walter Sandro e equipe de obreiros, louvores evangélicos e campanhas inspiradas nas igrejas neopentecostais imergem multidões em transes espirituais. Na campanha do Vale de Sal, adeptos enfileirados passam por cima de toneladas de sal onde recebem orações e passes do apóstolo, muitos dos quais acabam “exorcizados”. Ao realizar um exorcismo, Walter faz sucessivos sinais da cruz, que, segundo ele, livra a vítima da possessão. O credo doutrinário da Igreja Templária é composto por crenças como “maldição hereditária”, “reencarnação”, “espiritualismo,” além de crenças oriundas do cristianismo. Os adeptos são incentivados a não ingerir café, carne ou açúcar (com exceção de mascavo).

Nas igrejas e nos meios de comunicação, Walter Sandro conclama fieis a aderirem ao “Carnê da Gratidão”, através do qual podem contribuir com o valor de R$ 33,00. A contribuição destina-se, segundo o site oficial da Igreja Templária, a manutenção dos programas televisivos, estrutura da Igreja e ao cuidado dos animais tirados das ruas – sim, a ITCT afirma ter como principal missão resgatar e cuidar de animais em estado de abandono. No “solo sagrado” do apóstolo (sua residência em São Bernardo do Campo), sua mãe e nove apóstolos cuidam de 80 cães e gatos. No Carnê da Gratidão, além de uma foto do fundador e uma cruz templária, ao fundo destacam-se dois golfinhos. Mas os animais não são os únicos alvos da Igreja. Na sede mundial e nas demais igrejas da ITCT, “hospitais de cura” oferecem tratamento espiritual a enfermos.

Ao jornalista da Carta Capital, Walter Sandro confessou sofrer constantemente ameaças de morte. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, por telefone, pela internet.” Embora indiretamente, o apóstolo templário – antes de sua consagração nacional como fundador da ITCT – teve sua passagem pela justiça. No dia 24 de março de 2004, Walter Sandro Pereira da Silva foi acusado de Estelionato e Outras Fraudes (Arts. 171 e 179, do CP), pela Justiça Pública. Concluído o processo, Walter Sandro foi absolvido das acusações. Segundo certidão emitida por ocasião de seu registro como candidato a Deputado Federal, em 2010, nada que desabone sua conduta foi encontrada. Os dados aqui apresentados foram fornecidos pela Justiça Federal e divulgados no blog do jornalista Fernando Rodriguez, do UOL. Acesse a ficha de Walter Sandro e as certidões criminais aqui






Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da 

religiosidade brasileira e colaborador do Genizah



Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/06/o-novo-apostolo-do-brasil.html#ixzz1xOfMFk00
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sábado, 27 de setembro de 2008

12 - DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO


Doutrina da Justificação

O Conceito de Justificação

Textos – Chaves do Assunto: Jó 25.4; Rm 5.1; 8.30

Introdução: "Na sua Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo apresenta o homem pecador num tribunal, (Aspecto Jurídico) em julgamento por sua própria vida. A acusação é alta traição contra o rei do universo (ler depois: Rom 3:23).

O juiz presidindo é o próprio Senhor Jesus Cristo (ler depois: João 5:22; Atos 17:31). O júri é composto da Lei de Deus e das obras do homem Rom 2:6,12. Após apropriada deliberação, um justo e imparcial veredicto de "culpado" é pronunciado Rom 3:9-20. Uma terrível sentença é então imposta -- morte espiritual, significando ser separado de Deus, para sempre, sofrendo no Lago de Fogo por toda a eternidade Rom 6:23; Apo 20:11-15. À luz de tudo isto, pode-se facilmente ver a desesperada necessidade de justificação." (Willmington).

I. Justificação é o ato judicial de Deus, pelo qual Ele declara justo todos que põem sua fé em Jesus, ficando assim isentos de culpa e condenação.

II. Justificar é Deus declarar justo o transgressor que crê em Jesus (Rm 4.3-5; 8.33). III. Justificar é mais do que perdoar, porquê:

 O perdão remove a condenação do pecado; e
 A justificação nos declara justos, isto é, como se nunca tivéssemos pecado! Que maravilha graça!
 Somente Deus pode perdoar e também justificar ao mesmo tempo. O homem jamais pode fazer isso; ele pode relativamente perdoar, mas não justificar.
 Como é possível um Deus perfeitamente justo perdoar e também justificar o ímpio, transgressor, sobrecarregar de delitos e pecados? – mediante a substituição do culpado pelo inocente. Isto é o imaculado Cordeiro de Deus nos substituiu, levando sobre si nossos pecados.
III. As verdades fundamentais da justificação pela fé em Deus:
 A origem da justificação: a graça de Deus (Rm 3.24).
 A base da justificação: o sangue de Jesus (Rm 5.9).
 O meio da justificação: a fé (Rm 5.1; 3.25).
 O testemunho da justificação: as obras (T 2.24).
 O reconhecimento da justificação:
  1. A ressurreição de Jesus (Rm 4.25).
  2. Justificação não é: o acusado ser: (1) absolvido merecidamente (ter sua inocência reconhecida), por realmente não ter nenhum pecado, por ser perfeito na qualidade de ser bom. (2) absolvido imerecidamente (declarado como inocente, sem o ser) devido à esperteza de advogado e fraqueza do juiz Rom 3:19. 3) perdoado, anistiado, receber indulto e uma 2a. chance, por juiz que não é perfeita justiça. (4) libertado sob palavra, tornar-se livre com certas restrições.
  3. Justificação é: o ato (instantâneo, completo e definitivo) JUDICIAL de Deus ao declarar que o pecador (que se arrependeu e creu em Cristo, e à conta da penalidade sobre Este como seu substituto):
  • não mais será punido;
  • será considerado como sendo JUSTO; e
  • está restaurado ao Seu favor. Estão envolvidos na justificação:
a) Remissão (perdão) dos pecados (reler, detalhadamente, "Remissão dos pecados");
b) Restauração ao favor de Deus . - O pecado não apenas trouxe o merecimento de penalidade como também afastou o favor de Deus (Joã 3:36; Rom 1:18; ler depois: Rom 5:9; Gál 2:16-17); - Justificação não é mera absolvição, ou indulto, ou liberdade condicional, pois o justificado passa a ser considerado: . Amigo de Deus 2 Cro 20:7; Tia 2:23; . Herdeiro de Deus e CO-herdeiro com Cristo Rom 8:16-17; ler depois: Gál 3:26; Heb 2:11.
c) Imputação de justiça (reler, detalhadamente, "Imputação da justiça de Cristo"). Método de justificação Rom 4:16 Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós. Abrão foi justificado pela fé (Rom 4:1-5,9-12; Gên 15:6), 13 anos antes de ser circuncidado (ler depois: Gên 16:15-16; 17:23-26). Davi regozijou no fato da justiça imputada, sem obras Rom 4:6-8. a. Não é pelas obras da lei Se fosse possível e alguém quisesse ser justificado pelas obras da lei, teria que perseverar em todas as coisas que nela estão escritas (Gál 3:10; Tia 2:10), sem 1 só átomo de pecado em toda sua vida. Nenhum homem poderia alcançar isto! Prova:: - Pelas obras da lei nenhuma carne é justificada aos Seus olhos Rom 3:20; Gál 2:16. - A lei só serve para revelar nosso pecado Rom 3:20 (acima); Rom 7:7; - e para mover a alma (convencida de sua pecaminosidade) à mão estendida e aos termos de Deus, para se render e se refugiar em Cristo Gál 3:24. - A "obra de Deus" vem a ser "crer nAquele que Ele tem enviado" Joã 6:29. b. É pela graça de Deus Versos chave: Rom 3:24; Tit 3:7. Graça é favor completamente imerecido. A graça de Deus é o grande meio para Ele ser glorificado Efé 2:1-10. É segundo à Sua misericórdia que Deus nos salvou Tit 3:5; Efé 2:4-5 (acima).
Justificação tem sua origem no terno coração de Deus: em Suas infinitas misericórdia e graça Ele proveu para nossas inescapáveis culpa e miséria!
É pelo sangue de Cristo Versos chave: Rom 5:9; Heb 9:22.
O pecado não podia ser meramente ignorado / escusado / indultado / perdoado, mas tinha que ser punido! E o foi pelo derramamento do sangue de Cristo em nosso lugar, como nosso substituto. É somente porque Cristo tomou a punição do nosso pecado sobre Seu próprio corpo que Deus pode remir (perdoar) a penalidade e nos restaurar ao Seu favor. Provas de que Seu sangue foi eficaz e aceito e justificou o crente: - A ressurreição do Senhor Rom 4:25; 1Jo 2:2; - O dom e o testemunho de Espírito Santo dentro do crente Rom 8:16; ler depois: Gál 4:5. d. É pela fé em Cristo Versos chave: Rom 5:1; Rom 10:10. A fé em Cristo (em Sua pessoa + Sua obra, conforme tudo que a Bíblia diz sobre Ele) é o único caminho, dado por Deus, para o pecador ser justificado. "O homem não é justificado pelas obras da Lei mas pela fé em Cristo Jesus" (Gál 2:16; cf. Atos 13:38-39; ler depois: Rom 3:28; Gál 3:8,24). Números 21:5-9 (referido em Joã 3:14-16) magnificamente ilustra a salvação: Muitos israelitas pecadores foram mortalmente feridos por cobras venenosas, ... mas Deus ofereceu cura requerendo somente que a vítima afetada contemplasse, com fé, uma serpente de bronze sobre uma estaca (tipificando Cristo morrendo no madeiro em substituição ao pecador, recebendo a punição por ele).
Note: - Não há 1 átomo de mérito na fé (quem somente aceitou ser carregado das chamas, por um heróico bombeiro que morreu por isto, não tem nenhum mérito nem honra, mas sim o salvador).
Fé é somente a condição para nossa justificação, não a base meritória para ela. Fé não é o preço que compra a justificação, mas somente o meio de receber sua posse. - Não é para fé que somos justificados, mas pela fé. - Os santos do Velho Testamento foram justificados e salvos exatamente pelo mesmo Salvador e pelos mesmos meios e métodos e no mesmo grau e na mesma forma que os do Novo Testamento: a fé daqueles olhava para o futuro, para o Salvador que havia de vir; a nossa fé olha para o passado, para o Salvador que já veio (e também para o futuro, crendo todas as Suas promessas). - Fé não salva ninguém se for somente fé em fé, ou se for fé na pessoa errada, ou se for fé diferente da bíblica e num Jesus diferente do da Bíblia. - Não importa se a fé é fraca: só importa se foi depositada toda ela sobre Aquele que é o Deus Filho, depositada somente nEle.
Dois grandes exemplos de justificação a. Abraão. Ele tinha 86 anos anos depois de ter sido salvo pela fé (ler depois: Gên 16:16), 99 anos quando foi circuncidado (ler depois: Gên 17:24), portanto foi justificado independentemente (e bem mais de 13 anos antes) da circuncisão Gên 15:6; Rom 4:1-5,9-12 (vs 1-12 estão acima, em "Método"),13-25. Não há contradição entre Paulo (Rom 4:4-5, ver acima, em "Método") e Tiago (Tia 2:24) quanto à justificação de Abraão. Em Romanos, o Espírito Santo ensina que é através da fé que um homem é justificado diante de Deus; em Tiago, que é através das obras que um homem é justificado diante dos homens. Em Romanos ensina que a fé é a raiz de justificação; em Tiago, que as obras são o fruto que ela não pode deixar de produzir. A equação não é "salvação exige fé + obras", mas sim "salvação exige a fé verdadeira (aquela que transforma e produz obras), em oposição à fé falsa (que é estéril)". "Boas obras não fazem um homem ser regenerado (salvo), mas um homem regenerado faz boas obras!" (Reformadores) b. Davi. Ele foi justificado independente das ofertas levíticas Sal 32:1-2 (= Rom 4:6-8); Sal 51:16-17; .
Resultados da Justificação
a. Remissão (perdão) da culpa do pecado Atos 13:38-39; Rom 4:7 (= Sal 32:1-2, acima); 2 Cor 5:19,21; Efé 1:7; ler depois: Rom 6:23; 8:1,33-34; Efé 4:32; Col 2:13. (Ver "Remissão (Perdão)"). A condenação foi definitivamente afastada Rom 8:33-34; a paz com Deus foi definitivamente estabelecida Rom 5:1; ler depois: Efé 2:14-17.
b. Restauração ao favor divino Rom 5:1-11; 4:6 (= Sal 32:1-2, acima); ler depois: 1Cor 1:30; 2Cor 5:21. (Ver "Reconciliação")
c. Imputação da justiça de Cristo Rom 4:5; 1Cor 1:30; 2 Cor 5:21; ler depois: Mat 22:11 (as vestes de núpcias garantiam e eram necessárias para aceitação); Luc 15:22-24 (as vestes no filho pródigo); Rom 4:11. (Ver "Imputação da Justiça de Cristo"). O crente está agora vestido na justiça de Cristo e aceito na comunhão com Deus.
d. Herança Tit 3:7; ler depois: 1Pe 1:3-4; Rom 8:17; (ver "Adoção").
e. Viver transformado, em justiça Fp 1:11; ler depois: 1 João 3:7. Tia 2:14-16 enfatiza a necessidade de um fé viva, i.é a indispensabilidade da fé ser verdadeira (fé que transforma e produz obras) em oposição à fé falsa ("pseudo-fé", estéril).
f. Confiança de que está definitivamente salvo da vindoura ira de Deus Rom 5:9; 1Te 1:10.
g. Definitiva confiança de que será glorificado Mat 13:43; Rom 8:30; Gál 5:5.
Concluindo: o homem justifica somente o inocente, mas Deus somente o culpado. O homem se justifica na base do auto-merecimento, mas Deus na base do mérito do Salvador.Demos toda a glória à Trindade, exclusivamente a ela! Exultemos! Adoremos a Deus.