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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Igreja Catolica quer conter o Avanço da Igreja Evangelica

QUARTA-FEIRA, 31 DE JULHO DE 2013

Extraido do Blog http://pastorguedes.blogspot.com.br/2013/07/em-entrevista-cardeal-mccarrick-revela.html

EM ENTREVISTA, CARDEAL MCCARRICK, REVELA A VERDADE SOBRE A VISITA DO PAPA AO BRASIL: CONTER O AVANÇO DA IGREJA EVANGÉLICA


ESSA ENTREVISTA FOI CONCEDIDA PELO CARDEAL MCCARRICK EM 10.04.13: 
Durante um encontro na sede do Diálogo Interamericano em Washington, o cardeal e bispo emérito da capital americana, Theodore McCarrickindicou que as viagens que Francisco tem marcadas para o Brasil, em julho, e Argentina e Chile, em setembro, poderão dar sinais esclarecedores sobre seu papel, mas deixou claro que conter o avanço da Igreja Evangélica deverá ser uma prioridade.

"Quando o papa visitar o Brasil, fará seus cidadãos verem a importância da Igreja Católica ali e o fará com entusiasmo, dirigindo-se diretamente às pessoas, fazendo-as ver que não existe uma diferença essencial entre essa confissão e a evangélica", indicou McCarrick, que esteve presente no último conclave, embora não pudesse votar por causa de sua idade (83).

Em agosto do ano passado, o então papa Bento XVI falou sobre o contexto da América Latina como uma zona onde a Igreja Católica deveria enfrentar um pluralismo religioso crescente. Nas duas últimas décadas a comunidade católica foi diminuindo às custas das igrejas evangélicas e pentecostais.

Brasil, primeiro destino de Francisco na América Latina, é um claro exemplo dessa situação. Com 123 milhões de seguidores, o país sul-americano é o que tem a maior população católica do mundo, entretanto o censo do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010 mostrou uma diminuição de fiéis de 10% na primeira década do século 21, devido à expansão do credo evangélico. A Igreja Evangélica brasileira já conta com 42 milhões de membros. Com 565 milhões de fiéis em todo o mundo, 107 milhões de evangélicos se encontram na América Latina e no Caribe.

McCarrick afirma que a "personalidade humilde" do novo papa impedirá o rápido avanço dos evangélicos não só na América Latina, como nos demais países em desenvolvimento. "Se ele quiser, mudará a América Latina de alto a baixo", afirma o prelado. Para a Igreja Católica, os problemas que fazem os fiéis se distanciarem de seu credo não são tanto dogmáticos quanto pastorais, e nesse sentido, segundo McCarrick, "Francisco é o melhor pastor, tem a intenção de transpor a linguagem do Concílio Vaticano 2º para o dia a dia". O cardeal de Washington mostra-se convencido de que o novo papa "desenvolverá uma relação diferente da que a Igreja Católica teve até agora na América Latina, concentrada nas elites e nos governantes. Isso vai mudar, vai ser diferente".
O antigo bispo de Washington destaca as qualidades humanas e espirituais do novo pontífice como os motores propícios para liderar essa mudança e, nesse sentido, destaca seu domínio do espanhol e do português como ferramentas para ressaltar sua intenção reformista. "Talvez não tenha o carisma de João Paulo II, mas Francisco demonstrou que sabe criar atmosferas propícias, sabe se conectar com o povo. O fato de que fala seu idioma faz que os latino-americanos o vejam como um dos seus, que o percebam como alguém próximo."

Apesar desse retorno aos princípios do Concílio Vaticano II que McCarrick prevê que o papa Francisco vai liderar, a abertura da Igreja Católica na América Latina não é completa, pelo menos por enquanto. Outro problema incrustado, o movimento da Teologia da Libertação, não parece que será resolvido em médio prazo. "É claro que a Teologia da Libertação compartilha o substrato do Concílio Vaticano II, mas o que a igreja não pode tolerar que ampare e apoie movimentos guerrilheiros e violentos", afirma McCarrick. "Sem dúvida, o compromisso do novo papa com os mais pobres e sua defesa do meio ambiente foram bem recebidos e ajudarão a estender pontes, mas a perseverança em alguns de seus princípios continuará provocando oposição no Vaticano. É o que Francisco tentará lhes explicar", indica o cardeal americano.

terça-feira, 30 de abril de 2013

''Estão detonando nossas crianças e zombando dos cristãos no Brasil”

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Vídeo – “Estão detonando nossas crianças e zombando dos cristãos no Brasil”, diz pastora Damares Alves; Assista

Um vídeo de uma palestra da pastora Damares Alves, advogada, assessora jurídica da Frente Parlamentar Evangélica e professora, está sendo compartilhado através das redes sociais como um alerta sobre os rumos políticos do Brasil e o papel da igreja contemporânea.
A palestra, realizada na Primeira Igreja Batista de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, fala sobre os rumos dados pelo governo federal à educação infantil na área sexual e sobre uso de entorpecentes, além do projeto de aprovação do aborto.
Damares faz uma crítica à postura adotada pela maioria dos líderes evangélicos, dizendo que por se manter no conforto dos templos, a igreja se tornou alienada dos rumos que a sociedade está tomando.
“Deus está chamando a igreja evangélica brasileira para um novo momento, um novo instante, e grandes desafios nos esperam [...] Os desafios são de salvar essa nação do que está acontecendo”, alertou a pastora, que complementou: “Estão detonando as nossas crianças”.
Falando sobre pornografia e homossexualidade, Damares Alves disse que o Ministério da Educação tem divulgado nos últimos anos, materiais que fazem apologia à pornografia, à prática sexual e homossexual, e apresentou exemplares de cartilhas que são apresentadas às crianças.
“Aí vem o governo brasileiro com verba pública, do seu bolso, e faz um material desses distribui um material desses nas escolas públicas. E o que a gente faz? Nada. Sabe por quê? Porque estamos ocupados. A Igreja está muito ocupada. Estamos ocupados em ganhar dinheiro, ocupados com as nossas profissões, e não estamos antenados com o que está acontecendo. Mas Deus está dizendo à igreja evangélica brasileira: abre o olho [...] É hora de a gente se levantar como igreja”, disse, em tom de convocação.
Os materiais que contém instruções sobre como usar drogas, segundo Damares, foram distribuídos sob o argumento de que seria menos prejudicial se o consumo fosse orientado: “Os deputados evangélicos, que estão lá na Câmara tentando fazer uma diferença, e que estão sendo chamados de homofóbicos, fundamentalistas, que estão sendo perseguidos foram questionar [...] e os especialistas disseram ‘as crianças já estão usando, então temos que ensinar usar de uma forma melhor para que não contraiam outros tipos de doença’”.
Damares Alves diz, em sua palestra, que os argumentos usados pelo governo para buscar a aprovação da descriminalização do aborto são baseados em “mentiras”, e que as informações apresentadas não são precisas: “Eles manipulam dados, manipulam estatísticas, para impor na sociedade brasileira uma cultura de morte”, disse, antes de complementar: “Matar bebês no ventre da mãe é covardia, assassinato, além de ser pecado”.
A pastora Damares Alves disse ainda que o governo tem financiado iniciativas que zombam da fé cristã, e citou o exemplo de um artista plástico que recebeu verba para financiar uma performance em que um dos símbolos cristãos era ridicularizado.
“Estão zombando dos cristãos no Brasil [...] A igreja evangélica vai ter que dizer isso: nos respeitem, nós não somos um ‘zé povinho’, não somos um povo qualquer, nós somos uma geração eleita, o povo de Deus”, disse.
Assista no vídeo abaixo, a íntegra da palestra da pastora Damares Alves sobre a relação da igreja evangélica com a educação, o aborto e a política brasileira:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+