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sexta-feira, 7 de março de 2014

A MULHER NO CRISTIANISMO


                         

(08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER)

Dia 09 de Março - Aniversario da minha amada Esposa Olivia Carvalho Soares









“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis”.Salomão
Por Gilson Barbosa

Do ponto de vista cristão a mulher nunca foi tratada de maneira inferior aos homens; os papéis são diferentes, mas não há algo como desumanização do sexo feminino. É verdade que sentimos na cultura judaica bíblica uma sensação de preconceito feminino, mas, isso jamais partiu do Senhor e sim de opiniões diversas sobre a mulher. Ao longo do tempo foram sendo criadas leis que impediam a igualdade entre homem e mulher. Percebemos então que a falha está no ser humano, como sempre, e não no Senhor Deus ou na sua Santa Palavra.

As feministas[1] criticam a Bíblia Sagrada por conta disso, mas, entendemos que por sua cosmovisão acontecer através de lentes de mulheres que não temem a Deus, só podíamos esperar essa atitude contra as Escrituras mesmo. No entanto, quando o Senhor criou o ser humano não fez distinção de valor entre suas naturezas:

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1.27)

Deve ser entendido também que a Bíblia registra os procedimentos culturais das nações sem necessariamente prescrever a postura que a sociedade deveria ter nos casos que poderiam ser considerados abusivos. Nisso também se enquadra a escravidão também, por exemplo.

Outra explicação a respeito da maneira como a mulher era tratada em Israel tinha haver com o tipo de sociedade familiar que estavam inseridos:

Israel era uma sociedade definitivamente patriarcal. Em geral, os homens eram os chefes da família e do governo. Embora aos olhos de Deus as mulheres fossem de importância igual à dos homens, estes não as viam assim. Haviam algumas leis que impunham sérias restrições à mulher. No primeiro século havia uma célebre oração que os judeus recitavam, na qual agradeciam a Deus por não terem nascido mulher. (Lições Bíblicas, 2000, Ponto de Contato).

Porém, Jesus demonstrou àquela sociedade masculina como deveriam se comportar diante da presença feminina e agiu com atitudes de cortesia, respeito, generosidade e bondade. Deve ser lembrado que nem todos os homens judeus agiam ou pensavam iguais a respeito da mulher. Jesus agiu totalmente ao contrário dos judeus ortodoxos da sua época. Segundo oManual dos Tempos e Costumes Bíblicos (Ed: Betânia) alguns elementos e acontecimentos caracterizaram a maneira como Jesus tratou as mulheres de sua época.

A mulher não podia ter participação ativa no culto. Nas sinagogas, deveriam sentar-se ao fundo. Em vez de participar dos atos religiosos, elas tinham que se manter a certa distância dos homens. Em muitas das sinagogas, elas não poderiam ler, nem ter nenhum outro tipo de atuação.

Diante dessa atitude o que Jesus fez então? Teve atitudes nobres, como por exemplo, aceitar mulheres em seu grupo de discípulos. Podemos destacar as seguintes: Maria, sua mãe. Ela foi responsável pela educação espiritual de Jesus e certamente muito o influenciou. Maria estava presente quando Jesus realizou o primeiro milagre, em Caná da Galileia (Jo 2.1): “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus”; como também presenciou o horror de ver seu filho inocente morrendo numa cruz: “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19.25).

Maria Madalena era uma fiel seguidora de Cristo Jesus. Outrora havia sido atormentada por espíritos malignos, mas Jesus a libertou. A Bíblia (Lc 8.1,2) informa o seguinte:

E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios.

Ela não somente ficou junto à cruz de Jesus, mas, foi uma das primeiras mulheres a comprovar a veracidade da ressurreição (Jo 20.1): E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.

Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, sentava-se para ouvir os ensinamentos do Mestre (Lc 10.38,39): E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Numa ocasião derramou um perfume caríssimo sobre a cabeça de Jesus (Mt 26.6,7): E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

Poderíamos mencionar ainda como fiéis discípulos de Jesus, Maria, a mãe de Tiago e José, a mãe de Tiago e João e Marta irmã de Lázaro e Maria. Poderia ser dito também que Jesus não hesitou em conversar publicamente com uma mulher (samaritana, cujo povo era adversário dos judeus), ainda que seus discípulos ficassem desconcertados com a cena: E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?

Percebemos a mesma atitude de especial gentileza e entendimento igualitário à mulher no livro histórico de Atos dos Apóstolos, nas Cartas Paulinas e nas Pastorais, concluindo assim que as raízes desse nobre tratamento remonta ao nosso Senhor Jesus. Paulo considerava valorosamente as irmãs no seu ministério a ponto de tê-las como cooperadoras na obra do Senhor (Rm 16.1-16).

Que as mulheres, servas tementes ao Senhor, saibam que são pessoas dignas, nobres e especiais para Deus, bem como às suas respectivas famílias. Não “embarquem” no navio furado das feministas, mas confirmem tudo o que é reivindicado pelo Movimento a luz das Escrituras Sagradas. As jovens solteiras que se apliquem nas coisas do Senhor mantendo-se puras tanto no corpo quanto no espírito: Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido. A mulher casada seja bênção para o marido e filhos, esforçando-se na educação cristã dos filhos (junto com o esposo) e sendo luz e sal da terra numa sociedade onde as mulheres não-cristãs estão cada vez se entregando ao secularismo e liberalismo.

Todo o dia poderíamos celebrar como sendo o Dia da Mulher! Mas, como o dia 08 de março foi popularmente convencionado, desejo a minha digníssima esposa e todas as mulheres uma ótima celebração.

Em Cristo,



[1] Movimento feminino de opinião que tem lutado contra a “inferiorização” da mulher na sociedade. A raiz moderna do Movimento ganha forças com a publicação do livro A vindication of the rights of woman no final do século XVIII, na Grã-Bretanha.

quinta-feira, 7 de março de 2013

08 e 09 de Março - Dia Internacional da Mulher



                        A MULHER NO CRISTIANISMO 


(08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER)

Dia 09 de Março - Aniversario da minha amada Esposa Olivia Carvalho Soares


“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis”.Salomão
Por Gilson Barbosa

Do ponto de vista cristão a mulher nunca foi tratada de maneira inferior aos homens; os papéis são diferentes, mas não há algo como desumanização do sexo feminino. É verdade que sentimos na cultura judaica bíblica uma sensação de preconceito feminino, mas, isso jamais partiu do Senhor e sim de opiniões diversas sobre a mulher. Ao longo do tempo foram sendo criadas leis que impediam a igualdade entre homem e mulher. Percebemos então que a falha está no ser humano, como sempre, e não no Senhor Deus ou na sua Santa Palavra.

As feministas[1] criticam a Bíblia Sagrada por conta disso, mas, entendemos que por sua cosmovisão acontecer através de lentes de mulheres que não temem a Deus, só podíamos esperar essa atitude contra as Escrituras mesmo. No entanto, quando o Senhor criou o ser humano não fez distinção de valor entre suas naturezas:

E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. (Gn 1.27)

Deve ser entendido também que a Bíblia registra os procedimentos culturais das nações sem necessariamente prescrever a postura que a sociedade deveria ter nos casos que poderiam ser considerados abusivos. Nisso também se enquadra a escravidão também, por exemplo.

Outra explicação a respeito da maneira como a mulher era tratada em Israel tinha haver com o tipo de sociedade familiar que estavam inseridos:

Israel era uma sociedade definitivamente patriarcal. Em geral, os homens eram os chefes da família e do governo. Embora aos olhos de Deus as mulheres fossem de importância igual à dos homens, estes não as viam assim. Haviam algumas leis que impunham sérias restrições à mulher. No primeiro século havia uma célebre oração que os judeus recitavam, na qual agradeciam a Deus por não terem nascido mulher. (Lições Bíblicas, 2000, Ponto de Contato).

Porém, Jesus demonstrou àquela sociedade masculina como deveriam se comportar diante da presença feminina e agiu com atitudes de cortesia, respeito, generosidade e bondade. Deve ser lembrado que nem todos os homens judeus agiam ou pensavam iguais a respeito da mulher. Jesus agiu totalmente ao contrário dos judeus ortodoxos da sua época. Segundo oManual dos Tempos e Costumes Bíblicos (Ed: Betânia) alguns elementos e acontecimentos caracterizaram a maneira como Jesus tratou as mulheres de sua época.

A mulher não podia ter participação ativa no culto. Nas sinagogas, deveriam sentar-se ao fundo. Em vez de participar dos atos religiosos, elas tinham que se manter a certa distância dos homens. Em muitas das sinagogas, elas não poderiam ler, nem ter nenhum outro tipo de atuação.

Diante dessa atitude o que Jesus fez então? Teve atitudes nobres, como por exemplo, aceitar mulheres em seu grupo de discípulos. Podemos destacar as seguintes: Maria, sua mãe. Ela foi responsável pela educação espiritual de Jesus e certamente muito o influenciou. Maria estava presente quando Jesus realizou o primeiro milagre, em Caná da Galileia (Jo 2.1): “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus”; como também presenciou o horror de ver seu filho inocente morrendo numa cruz: “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19.25).

Maria Madalena era uma fiel seguidora de Cristo Jesus. Outrora havia sido atormentada por espíritos malignos, mas Jesus a libertou. A Bíblia (Lc 8.1,2) informa o seguinte:

E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios.

Ela não somente ficou junto à cruz de Jesus, mas, foi uma das primeiras mulheres a comprovar a veracidade da ressurreição (Jo 20.1): E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.

Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, sentava-se para ouvir os ensinamentos do Mestre (Lc 10.38,39): E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Numa ocasião derramou um perfume caríssimo sobre a cabeça de Jesus (Mt 26.6,7): E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.

Poderíamos mencionar ainda como fiéis discípulos de Jesus, Maria, a mãe de Tiago e José, a mãe de Tiago e João e Marta irmã de Lázaro e Maria. Poderia ser dito também que Jesus não hesitou em conversar publicamente com uma mulher (samaritana, cujo povo era adversário dos judeus), ainda que seus discípulos ficassem desconcertados com a cena: E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?

Percebemos a mesma atitude de especial gentileza e entendimento igualitário à mulher no livro histórico de Atos dos Apóstolos, nas Cartas Paulinas e nas Pastorais, concluindo assim que as raízes desse nobre tratamento remonta ao nosso Senhor Jesus. Paulo considerava valorosamente as irmãs no seu ministério a ponto de tê-las como cooperadoras na obra do Senhor (Rm 16.1-16).

Que as mulheres, servas tementes ao Senhor, saibam que são pessoas dignas, nobres e especiais para Deus, bem como às suas respectivas famílias. Não “embarquem” no navio furado das feministas, mas confirmem tudo o que é reivindicado pelo Movimento a luz das Escrituras Sagradas. As jovens solteiras que se apliquem nas coisas do Senhor mantendo-se puras tanto no corpo quanto no espírito: Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido. A mulher casada seja bênção para o marido e filhos, esforçando-se na educação cristã dos filhos (junto com o esposo) e sendo luz e sal da terra numa sociedade onde as mulheres não-cristãs estão cada vez se entregando ao secularismo e liberalismo.

Todo o dia poderíamos celebrar como sendo o Dia da Mulher! Mas, como o dia 08 de março foi popularmente convencionado, desejo a minha digníssima esposa e todas as mulheres uma ótima celebração.

Em Cristo,



[1] Movimento feminino de opinião que tem lutado contra a “inferiorização” da mulher na sociedade. A raiz moderna do Movimento ganha forças com a publicação do livro A vindication of the rights of woman no final do século XVIII, na Grã-Bretanha.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

E ai...........Mulher no Ministerio

MULHER NO MINISTÉRIO

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Santos, SP, Brazil
Pastor Presidente AD Santos, Pedagogo pela UNOESTE e Teólogo pela UFRR, Militar Federal RR1, 2ºTesoureiro da CONFRADESP, Membro Conselho Educação CGADB, Ex Vereador em P.Prudente Ex secretário Parlamentar Congresso Nacional.

Em Romanos 16.1 Paulo faz questão de recomendar Febe que é diaconisa na Igreja em Cencréia. No grego a palavra é diaconisa, mas o sentido é diaconisando a Igreja. Não aparece a palavra dulos, que é uma serva que trabalha na Igreja. Mas uma mulher que exerce o diaconato. Em 1 Tm 3.9 Paulo diz: os Diáconos sejam honestos, não cobiçosos, nem de duas palavras , nem dado a vinho. No versículo 11 diz: Da mesma maneira as mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. Aqui Paulo se reporta as mulheres Diaconisas e não esposas de diáconos, pois, se assim fosse ele falaria das esposas dos Presbíteros. Na Igreja primitiva mulheres judias já administravam a filantropia na Igreja, daí que foram escolhidos 7 homens judeus influenciados pela cultura grega.

No tempo de Jesus havia 900 Sinagogas que eram administradas pelos parnasim (hebraico) e na transição para a Igreja passou a usar o termo Diácono. Mas esta palavra que significa mordomo, ou seja, um servo que administra os bens do seu patrão e não dulos, que é um servo comum, passou a significar muito para a Igreja primitiva. Ele administrava as bênçãos espirituais do evangelho pentecostal. Veja que os diáconos eram cheios do Espírito, se destacaram mais do que alguns Apóstolos, portanto eles exerciam cargo de liderança.

Felipe era Diácono, ganhou Samaria e batizou o Eunuco da Etiópia. Então o Diácono daquela época exercia a plenitude do ministério. Diferente do Diácono hodierno local que apenas faz segurança e recolhe oferta. Febe dirigia a Igreja em Cencréia. É fato que a mulher na cultura judaica era discriminada. Os rabinos da escola de Hilel acreditavam que mulher não tinha alma. A oração do Fariseu que era influenciado pela escola de Hilel começava assim: te dou graças Adonai, porque não nasci gentio, nem mulher.

Essa transição do Antigo Testamento para o Novo desencadeou mudanças profundas na Igreja, pois os costumes judaicos que estavam incrustados foram removidos pela pregação de Paulo. As mulheres passaram a ter mais autonomia. Até porque Jesus havia iniciado esta autonomia no seu ministério.

Até a poligamia que existia na Igreja primitiva passou a ser rechaçada, mas isso foi um processo lento, de transição. Veja que Paulo recomenda o exercício do ministério a obreiros que tenham uma só mulher, se casado, marido de uma mulher. No Novo Testamento a recomendação a partir daqui é para praticar a monogamia. Até nisso a mulher passou a ser valorizada, já que a poligamia da época só permitia várias mulheres para um homem, diferente da poligamia entre os Ianomâmis do Brasil que praticam a poligamia inversa de uma mulher casada com 3 homens na mesma oca.

Os evangelhos falam de doze discípulos, mas Lucas faz questão de mencionar um colegiado de discípulos em número de setenta, talvez por ser o evangelho do homem, cujo foco está centrado na humanidade do Salvador e 70 fala da humanidade representada nas setenta nações de Gênesis. Mas neste grupo de 70 discípulos aparecem as mulheres Suzana, Joana, Maria madalena e outras que o acompanhavam no ministério. (Lc 8.1.) Essas mulheres foram arrojadas no exercício do ministério. Algumas delas não abandonaram o Salvador na cruz, enquanto os discípulos se acovardaram e se esconderam, com exceção de João e a mãe de Jesus.

A primeira pessoa no Novo testamento que anunciou o evangelho em Samaria foi uma mulher. Depois veio Felipe, mas a cidade já conhecia a pregação da mulher do poço de Jacó.

A primeira pessoa a visitar o sepulcro e esperar pela ressurreição foi uma mulher, daí que Jesus ao ressuscitar apareceu primeiro a mulher. Os discípulos não foram esperar a ressurreição, só depois da notícia, e mesmo assim ficaram em dúvida porque a notícia vinha pela boca de mulher.

O Novo Testamento deixa a impressão de que a mulher tem uma inteligência religiosa superior a dos homens. Não confundir com a intelectualidade do conhecimento bíblico teórico. Jesus nunca disse para um homem, grande é a tua fé, mas disse para a mulher Siro-Fenícia: O mulher, grande é a tua fé, seja feito conforme a seu pedido.

Dorcas fundou uma associação beneficiente na Igreja primitiva como isca para ganhar milhares de pessoas. A mãe de Marcos ofereceu sua casa para sediar a Igreja pondo sua vida em risco. Priscila e Aquila expuseram suas vidas em risco evangelizando em Corinto junto com Paulo e ali fundaram a Igreja.

Dionísio e Thamires se convertem em Atenas e se tornam lideranças na Igreja da Grécia, segundo a tradição da Igreja. A própria tradição da Igreja medieval afirma que Maria Madalena foi Bispa no II século.

Paulo recomenda que a mulher não fale na Igreja em Corinto para não se confundir com o templo de Afrodite, deusa da sexualidade que habitava em Corinto. Ele chega afirmar que nesta cidade seria indecente a mulher falar na Igreja, no grego está imoral, por conta da deusa Afrodite.

Em Rm 16.7 Paulo diz: saudai a Andrônico e Júnias que se destacaram entre os apóstolos. O apostolado era um dom ministerial que a pessoa desbrava o evangelho numa região ainda não alcançada. Não que houvesse o cargo de apóstolo, mas o dom ministerial. O próprio Paulo que fora influenciado pela escola de Hilel e sendo ele ex- fariseu escreveu aos Gálatas 3.28 dizendo : para Deus não há servo ou livre, macho ou fêmea. Deus não faz acepção de pessoas. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus.! Cor. 11.11,12.

Quando a benção do matrimônio bíblico está sobre o casal, a mesma unção que está no homem, vai para a mulher, pois ambos se tornam uma só carne. A menos que a mulher não queira exercer ao lado do seu marido a função de aconselhar, agregar, abençoar, dar atenção aos necessitados, orar, ministrar a palavra, expulsar demônios, curar os enfermos, apaziguar, e a tolerar os espinhos que permeiam o ministério do marido. Caso ela queira exercer o ministério ao lado do marido, ela já tem a unção do matrimônio que une dois em um.

Quanto a ordenação de mulher ao presbitério, realmente não há citação bíblica, nem relato que tenha ocorrido. Até porque o cristianismo nasceu no berço do judaísmo e emprestou muitas palavras e adaptou outras. Por exemplo, o presbítero na Igreja primitiva era o ancião do judaísmo, ou um rabino do Sinédrio judaico composto pelo número de 70 para dirigir o judaísmo e as questões sociais, políticas e religiosas. Como no judaísmo jamais a mulher poderia compor o Sinédrio, a Igreja primitiva não ousaria incluir a mulher tão cedo no ministério, mas na prática as mulheres do Novo testamento se destacaram exercendo todos os dons que os homens exerciam.

Maria foi um instrumento de Deus para trazer o salvador ao mundo sem ajuda do homem. A mulher que quebrou o vaso de perfume valioso teve a aprovação testemunhal e Universal do Senhor Jesus, pois ele disse: esta mulher praticou o mais nobre ato de bondade e misericórdia, pois fazendo isso ungiu meu corpo para ser oferecido ao mundo e por onde for pregado o evangelho na história do mundo será feito referencia a ela.

Não há relato na bíblia que uma mulher tenha sido ordenada a pastora, como também não há relato bíblico que algum homem tenha sido ordenado a pastor. Não existe na bíblia ordenação a pastor, já que pastor era um dom ministerial conforme Ef. 4.11. Pedro estava idoso e escreveu sua carta dizendo que era um Presbítero, portanto o presbítero era o mais alto cargo ministerial. (I Pedro 5.1) Este presbítero podia exercer o pastorado se tivesse vocação para isso, ou exercer o magistério bíblico, ou exercer o apostolado, ou exercer como evangelista, ou profeta. Profeta aqui não é aquele que tem os dons espirituais de profecia. Mas aquele que prega com autoridade de um profeta, usado por Deus na revelação da inspiração bíblica.

Não há relato que alguém tenha sido ordenado a evangelista na Bíblia, nem homem, nem mulher. Mas há relato que alguém tenha sido enviado como evangelista como Barnabé e Paulo. A mulher Samaritana foi enviada por Jesus como evangelista, mas não ordenada. Outros foram enviados como apóstolos para desbravar. Apolo era um exímio mestre na palavra, mas não tinha sido ordenado.

A ordenação dos doze começa com a chamada para pescar homens, algum tempo depois Jesus após a ressurreição ordena os onze dizendo: ide pregai, ensinai e batizai. A pregação pressupõe o evangelista e o apóstolo, ensinar pressupõe o Mestre e o profeta, batizar é o papel do Pastor que apascenta. Interessante que Paulo disse que não se orgulhava de batizar, mas de pregar. Paulo deixa implícito que não tinha o dom de Pastorear, pois ele afirma que tinha o dom de Apóstolo, pregador e Mestre I Tm 2.7 II Tm 1.11 .Ele afirma: eu plantei, mas Apolo apascentou e Deus deu o crescimento.

Com essas considerações aprendemos que a mulher pode exercer o ministério, seja pregando, orando, ensinado, curando, aconselhando, dirigindo Igreja, liderando, agregando. Ou ao lado do marido ela tem a unção de Deus. A mulher pode dirigir Igreja, pois na prática já vem fazendo. Nas Igrejas da Assembleia de Deus, mesmo as mais tradicionais é evidente a existência de mulheres que dirigem congregações. É fato que muitas delas oram, pregam, expulsam demônios, curam e o resultado é o mesmo. Em alguns casos até feito com mais amor e diligencia do que muitos homens que se acomodaram. Bíblicamente a mulher pode, nós podemos.Fl 4.13.

Veja a citação de um líder político, dos mais respeitados no Brasil e no mundo na campanha eleitoral de 2010

Por que neste país a mulher não pode nada?

Quem te limpava quando você era criança?

Quem te socorria quando você era Bebê e tinha fome e tinha dor?

Quem te carregou no ventre durante 9 meses e sentiu dor para fazer você vir ao mundo?

Quem brigava com vizinhos para te defender quando você era criança?

Quem se expunha publicamente para te dar segurança?

Quem deixava você morder o peito dela para te alimentar?

Quem levantava de madrugada várias vezes para fazer você parar de chorar?

Quem improvisava algo para você comer, mesmo quando não tinha quase nada para comer?

Com certeza não foi seu pai, foi a mulher sua mãe

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Ordenação de Mulheres


ORDENAÇÃO DE EVANGELISTAS E PASTORAS NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL: FORTALECIMENTO DA ORTODOXIA BÍBLICA OU RENDIÇÃO AO LIBERALISMO TEOLÓGICO?

Não bastasse a grande confusão que há em torno do ministério (cargo e ofício) de evangelista nas Assembleias de Deus no Brasil, temos agora a ordenação de mulheres, o que só vem agravar a atual situação. O cargo ou ofício de evangelista, nos moldes assembleianos, tem fundamentação bíblica? Tentaremos responder a estas e outras questões.
1. Análise Exegética e Conceitual
Os textos bíblicos que mencionam o ministério e a pessoa do evangelista são:
No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista (que era um dos sete), ficamos com ele. (At 21.8)
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, (Ef 4.11)

Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. (2 Tm 4.5)
Os termos gregos traduzidos nas passagens acima para "evangelista" são:
- At 21. 8: εὐαγγελιστοῡ (euangelistou)
- Ef 4.11: εὐαγγελιστάς (euangelistas)
- 2 Tm 4.5: εὐαγγελιστοῡ (euangelistou)
No Dicionário Vine (CPAD, 2003, p. 629-630) lemos:
euangelistes (εὐαγγελιστής), literalmente, 'mensageiro do bem' (formado de eu, 'bem', e angelos, mensageiro), denota 'pregador do Evangelho' (At 21.8; Ef 4.11, que deixa claro a distinção da função nas igrejas; 2 Tm 4.5). [...] Os missionários são 'evangelistas' por serem essencialmente pregadores do Evangelho.
Nesta definição exegética do VINE, o seu entendimento de "função" não fica claro em termos de tratar de "cargo" ou "atividade específica".
O Dicionário Internacional do Novo Testamento (Vida Nova, 2000, p. 764) especifica que:
euangelistes é um termo para 'aquele que proclama oeuangelion'. Esta palavra, que é muito rara na literatura não-cristã, embora fosse bastante comum nos escritos cristão primitivos, se acha no NT apenas em At 21.8, Ef 4.11, e em 2 Tm 4.5. Nestas três passagens, faz-se distinção entre o evangelista e o apóstolo. Tal fato fica especialmente óbvio no caso do evangelista Filipe, pois sua atividade teinha que ser ratificada pelos apóstolos Pedro e João (At 8.14-15). Fica claro que o termo euangelistes, portanto, tem a intenção de se referir a pessoas que levam a efeito o trabalho dos apóstolos que foram diretamente chamados pelo Cristo ressuscitado. Mesmo assim, é difícil se a referência diz respeito a um cargo, ou, simplesmente, a uma atividade(grifo nosso). É possível que estes evangelistas tenham se ocupado na obra missionária (At 21.8) ou na liderança da igreja.
Perceba que Coenen e Brown, no Dicionário Internacional do Novo Testamento, assim como Vine, Unger e White Jr. no VINE, acham dificuldades em afirmar que evangelista era um "ofícial" da igreja, assim como eram os πρεσβύτερος (presbiteros, cf. Atos 20.28; 1 Tm 3.2; 1 Pe 5.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1), os ὲπίσκοπος (episkopos ou bispos, cf. At 20.28; Fp 1.1; 1 Tm 3.2; Tt 1.7; 1 Pe 2.25) e osδιάκονος (diákonos, cf. 1 Tm 3.8, 12).
Na Chave Linguística do Novo Testamento Grego (Vida Nova, 1995, p. 393) Rienecker e Rogers definem o termo εὐαγγελιστής da seguinte forma:
[...] alguém que proclama as boas novas, evangelista. Um evangelista era a pessoa que pregava o evangelho recebido dos apóstolos. Ele era, particularmente, um missionário que levava o evangelho a novas regiões (v. Schlier; Barth; NDITNT).
Na Teologia Sistemática de Berkhof (Cultura Cristã, 1990, p. 538), juntamente com apóstolos e profetas, evangelista é designado de "oficial extraordinário", enquanto os oficiais ordinários são os presbíteros, os mestres e os diáconos.
Na obra Palestras Introdutória à Teologia Sistemática de Thiessen (IBRB, 1987, p. 299-330), o evangelista não é incluído entre os oficiais da igreja.
Em sua Teologia Sistemática, Strong (Hagnos, 2003, p. 674), diz que "É dois o número de oficiais na igreja de Cristo: primeiro o de bispo, presbítero, ou pastor; e segundo o de diácono".
Na Teologia Sistemática: atual e exaustiva de Grudem (Vida Nova, 1999, p. 758-774), são listados como oficiais os apóstolos, os presbíteros (pastores/bispos) e os diáconos.
Em Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, de Ferreira e Myatt (Vida Nova, 2007, p. 932-934), tratando sobre "As formas de governo eclesiástico", tanto no episcopalismo anglicano e metodista (desviado pelo catolicismo e modificados por várias igrejas pentecostais), como no governo presbiterial (característico das igrejas reformadas, como a "presbiteriana") e no governo congregacional (adotado especialmente pelas igrejas batistas), não é citado pelos autores o ofício de evangelista.
Escrevendo sobre o "Governo da Igreja", o missionário Eurico Bergstén, em sua obra "Introdução à Teologia Sistemática" (CPAD, 1999, p. 269-270), define como funções na Igreja: pastor (cf. Ef 4.11), presbítero (cf. Tt 1.5) e diácono (cf. 1 Tm 3). O evangelista também não aparece em sua relação.
No livro A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria, Severino Pedro (1998, p. 87) diz que:
Nos dias dos apóstolos, os evangelistas eram missionários pátrios que efetuavam a missão evangelizadora da Igreja entre os judeus e depois aos gentios, em posição subordinada aos apóstolos (Lc 10.1-17; At 8.4;11, 19). [...] A missão primordial dos evangelistas era a pregação das Boas Novas do Reino de Deus; igualmente a missão dada aos apóstolos no início de seus ministérios. Em ambos os casos, a idéia de pregar está presente nessas ocasiões.
Severino Pedro (Ibid., p. 89-90) classifica os evangelistas em três categorias: os evangelistas voluntários (At 4.31; 8.4; 11.9), que seriam todos aqueles que de alguma forma pregam o evangelho, os evangelistas autorizados (cf. 2 Tm 4.5), neste caso ele não afirma a ordenação de Timóteo, e os evangelistas ordenados (Ef 4.11), do qual somente Filipe é um exemplo bíblico.
Em Teologia Pastoral, de José Deneval Mendes (CPAD, 1999, p.28):
O evangelista é um portador inflamado pelo amor de Deus de boas-novas às almas perdidas, e cuja mensagem principal é a graça redentora de Deus. No ministério evangelístico, é o normal Deus operar grandes milagres com o objetivo de despertar o povo para a mensagem da sua Palavra. Assim como aconteceu em Samaria (At 8) e tem acontecido através dos tempos.
Aqui também não está clara a ideia de ofício ou de atividade extra-oficial.
Na Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD, 1995, p. 1815), lemos que:
No NT, evangelista eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16). [...] O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixa de apoiar e promover o ministério de evangelista (grifo nosso) cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. [...] A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista (grifo nosso) e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).
Perceba mais uma vez, que a ideia de "oficial da igreja" não fica clara, antes, são utilizados os termos "ministério de evangelista" (que necessariamente não implica em função oficial) e "dom espiritual de evangelista", onde neste sentido, Filipe, o "oficial" diácono, poderia ter o dom espiritual de evangelista, que o impulsionou a realizar o que está registrado nos textos já citados neste artigo.
2. Evangelista: cargo e ofício, ou dom do Espírito?
Como vimos nas análises exegéticas e conceitos acima, não há consenso ou firmeza em declarar que o evangelista era um "oficial" da igreja. O cargo (oficial) não existe não grande maioria das denominações evangélicas, e quando existe, como no caso das Assembleias de Deus, uma grande confusão é feita em torno do mesmo. Por exemplo:
a) O evangelista, na grande maioria dos casos é um cargo conferido a alguém desprovido das características bíblicas aqui afirmadas (amor pelas almas, habilidade para pregar o Evangelho; sinais sobrenaturais no seu ministério, poder em sua mensagem etc.);
b) O cargo de evangelista ocupa uma posição hierárquica abaixo do pastor, o que não se sustenta exegeticamente. Esta hierarquia consiste numa "escadinha" na seguinte ordem: auxiliar local, auxiliar oficial, diácono, presbítero, evangelista e pastor (e agora, em algumas convenções, "bispo"). Em razão disto, muitos evangelistas preferem, pelas mais diversas razões, o título de "pastor". Conheço alguns que em seus cartões, em cartazes de eventos e em outras ferramentas de identificação, divulgação ou publicidade, usam a designação de "pastor" em vez de "evangelista" (o status é maior);
c) Muitos evangelistas dirigem igrejas, função esta do pastor, deixando dessa forma de fazer o que lhe compete, que é pregar o evangelho aos perdidos. Acabam sendo criticados, e por vezes até hostilizados pela própria igreja e companheiros de ministério;
d) O cargo de evangelista é "dado" (também, pelas mais diversas razões) a quem não tem o dom, enquanto muitos que têm o "dom espiritual de evangelista" nem oficiais da igreja são, ou, ocupam as funções de auxiliares, diáconos e presbíteros;
e) A ordenação de evangelistas tem sido banalizada e usada para transformar obreiros (auxiliares, diáconos e presbíteros) em meros eleitores nas campanhas às eleições convencionais estaduais e nacional.
Se o cargo ou ofício de evangelista pudesse ser fundamentado biblicamente, no mínimo, deveria ser praticado em nossas igrejas de forma bíblica. Neste ponto o comentário de Severino Pedro (Ibid., p. 90) é bastante pertinente:
Nos dias atuais parece haver muitos avivalistas e poucos evangelistas. Existem Igrejas super-lotadas de pregadores, mas vazias de ganhadores de almas. E, além disso, a verdadeira função do evangelista, é que ele deve ser visto mais fora da Igreja do que dentro dela [me refiro aqui Igreja loca]. isto é, que ele não seja somente visto numa função local; mas que sempre avance na direção das almas perdidas sem Cristo; fundando novas Igejas e comunidades"
3. Questões Históricas
O “ministério” de evangelistas nas Assembleias de Deus é fundamentado pelo menos em dois modelos:
No modelo metodista wesleyano (evangelicalismo). Inquieto com a aridez espiritual e as formalidades da Igreja na Inglaterra, o ministro anglicano John Wesley (1703-1791) rompeu com a tradição da igreja e tornou-se o grande organizador do evangelismo itinerante em campo aberto. Até então a pregação do evangelho somente era feita nos cultos dominicais. Com o crescimento do movimento homens leigos começaram a pregar, o que de início gerou algum protesto por parte de Wesley, sentimento este logo superado, fazendo com que a atividade de tais pregadores fosse uma característica marcante do Metodismo (LATOURETTE, Kenneth Scottt. Uma história do cristianismo. São Paulo: HAGNOS, 2006, p. 1390, v. 2). Os oficiais leigos de Wesley (evangelistas) não administravam o batismo, nem a santa ceia (WALKER, W. História da Igreja Cristã. 3. ed. São Paulo: ASTE, 2006, p. 707).
No modelo pentecostal sueco. O modelo pentecostal sueco de governo eclesiástico influenciou bastante as Assembleias de Deus no Brasil, pois foi de lá que recursos financeiros e missionários foram enviados para dar apoio ao trabalho iniciado por Gunnar Vingren e Daniel Berg. Nas igrejas pentecostais suecas, o crente que tivesse o propósito de se tornar um pregador pentecostal e chegar ao “topo da coletividade”, deveria se matricular numa escola bíblica informal, participando de um curso que durava seis semanas, com aulas de interpretação bíblica, homilética e outros assuntos. Ao final do curso o aluno recebia o título de “evangelista”, e deveria sair para pregar o evangelho no país. O referido “evangelista” poderia “subir de posto” na igreja, passando a se chamar “pregador”, e depois disso poderia chegar ao posto de bispo (pastor). O interessante no modelo sueco é que as mulheres podiam se tornar “evangelistas”, mas não lhes era permitido ser uma “pregadora” ou “bispa” (ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 580)
Podemos afirmar que o ministério ou ofício de evangelista nas Assembleias de Deus no Brasil é resultado da mistura dos modelos históricos acima citados, e não da observação dos parâmetros bíblicos especificados no Novo Testamento.
Considerações Finais
Se evangelista é à luz da Bíblia um cargo ou ofício (que implica em ordenação), e para isto é citado Ef 4.11, por qual razão "profetas" e "mestres" não o são?
Se evangelista é à luz da Bíblia um cargo ou ofício, por quais razões as Escrituras não prescrevem os pré-requisitos, como nos casos de diáconos, presbíteros e bispos (1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9)?
Diante do aqui exposto, façamos uma análise de parte do discurso do pastor Sóstenes Apolo, por ocasião da ordenação de evangelistas e pastoras pela CEADDIF, conforme vídeo acima:
“[...] se essa mulher tem capacidade para governar o Brasil, e ela com toda certeza era a candidata melhor qualificada, se ela respeitadíssima no mundo inteiro, pode ser presidente do Brasil, não pode ser evangelista? Por que não pode ser reconhecida como instrumento de Deus para falar do amor desse Deus, que amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Por que cessear? Por que não apoiar, por que não respaldar alguém que frequenta ambientes que talvez nenhum de nós aqui, ou pouquíssimos de nós aqui frequentam. Por que não respaldar essa chamada de Deus, essa chama viva que arde em seu coração, que a impele a falar em todos os lugares que Jesus é Senhor e Salvador, que é o Rei da Glória!”
Minhas considerações são as seguintes:
- Ter capacidade ou competência para governar o Brasil, ou para administrar, ensinar, ou realizar qualquer outra atividade, em qualquer outro lugar ou instância, não habilita ninguém a exercer um ministério, a se tornar um oficial ou “ministro”, ocupando cargos e funções na igreja. É preciso que haja uma chamada específica para isso, uma vocação graciosa e soberana concedida pelo Senhor (Jo 15.16; At 13.1-3; Gl 1.15-17; Ef 4.11-14; 1 Tm 1.12-16; 2 Tm 1.8-12);
- Para alguém ser reconhecido(a) como instrumento de Deus na evangelização, e pregar o evangelho em qualquer lugar e a qualquer pessoa, não necessita de ordenação formal;
- Por que cessear? Por que não apoiar? Por que não respaldar? Pelo fato de que a ordenação de mulheres ao cargo ou ofício de evangelista não se sustenta biblicamente. A própria ordenação de homens nas Assembleias de Deus para tal “cargo” ou “ofício” é resultado da mistura de modelos históricos, e não do parâmetro neotestamentário.
É preciso deixar claro que no meio pentecostal assembleiano as mulheres sempre exerceram um papel importante na evangelização local, estadual, regional, nacional e mundial, atendendo dessa forma a grande comissão (Mt 28.19-20; Mc 16.15), sem precisar de ordenação, títulos ou cargos ministeriais. Não se trata aqui de manifestação de “desprezo a feminilidade”, de “machismo” ou “denominacionalismo”, mas de uma análise bíblica e franca sobre a questão.
Que o dom e a atividade de evangelista possam ser resgatados em toda a sua plenitude e biblicidade nas Assembleias de Deus no Brasil, para a expansão do Reino e para a glória de Deus!
Trataremos, se Deus quiser, no próximo artigo sobre a ordenação de mulheres ao ministério pastoral nas Assembleias de Deus no Brasil.

QUARTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2012

LANÇAMENTO: O PERFIL DE SETE LÍDERES (ALTAIR GERMANO)

Uma avalanche de biografias tem inundado as prateleiras de livrarias em todo o mundo recentemente. Biografias autorizadas, não autorizadas, trabalhos feitos por acadêmicos, por historiadores, textos sobre a vida de políticos, celebridades, enfim. Há muita coisa boa sendo produzida atualmente, o que certamente preservará a memória dos heróis e a memória do povo que foi influenciado por ele.
Obras assim, quando honestas, retratam os bons feitos, mas também carregam aspectos negativos. Ninguém está imune a isso e o leitor atento, crítico, não perdoará um livro biográfico que conte somente o que de bom e elogioso o biografado tenha feito. Ainda mais numa época como a nossa, quando “o que vende” é a notícia ruim, não a boa.
Olhar para o passado sempre traz recompensas como ensino, orientação, modelos a serem seguidos, inspiração e outros. A história é excelente professora. Feliz o homem e a mulher sensíveis e inteligentes que sabem extrair o melhor da vida e das realizações de gigantes do passado.
Os desafios enfrentados hoje diferem dos desafios do passado apenas no modo como se apresentam, nos aspectos exteriores, na etimologia, nas suas conjunturas. Mas as virtudes humanas necessárias para vencê-los todos são exatamente as mesmas. O homem está adaptado ao mundo do seu tempo, mas a sua essência não foi mudada, desde que foi “plantado” neste planeta. Ele tem as mesmas fraquezas e necessidades, as mesmas forças e desejos desde sempre. Um palestrante famoso costuma dizer que “nós somos o mesmo modelo desde....”.
É nisto que reside a importância desta nova obra de Altair Germano, O Perfil de Sete Líderes, ela conduz o nosso olhar para homens “cujo modelo” deu certo, colocando-os lado a lado com modelos de fracassos que ainda hoje são adotados. O autor volta-se ao passado, para a história bíblica, e busca nas biografias de sete líderes destacados quais virtudes os levaram mais longe do que a seus contemporâneos ou quais vícios os impediram de avançar. São eles: Roboão, Naamã, Uzias, Habacuque, Daniel, Neemias e Jesus.
O que alguns desses homens trouxeram ao mundo que vale a pena observar? Quais caminhos devemos evitar? A influência de uma obra como essa ― que não tem a proposta de ser uma biografia, mas um inventário de virtudes a serem estudadas ― é relacionar um conjunto variado de qualidades (ou falta delas) em homens sujeitos aos mesmos dilemas que vivemos hoje. Feito isso, propor o nosso investimento no desenvolvimento das mesmas virtudes com vistas a excelência em nosso meio, em nossas vidas.
Depois de ler este livro, seguramente você terá recursos e orientação necessários para avançar ainda mais contra os desafios e conquistas diárias que surgem. Trata-se de uma leitura leve, sintática, própria de um mestre no ensino que há muito vem contribuindo com a melhor formação de todo aquele que procura aprimoramento nas páginas das Sagradas Escrituras.
(Do prefácio)
Amados, tenho a satisfação de informar que o meu novo livro O Perfil de Sete Líderes acaba de “nascer”. A obra é dedicada a todos que exerceram liderança sobre minha vida e ministério. Tive o privilégio de mais uma vez contar com o belíssimo trabalho editorial, e com o honroso prefácio do pastor, editor e escritor Magno Paganelli.
Louvo a Deus por todos que fazem a Arte Editorial, pela maneira tão atenciosa com a qual sou tratado, e pelo brilhante trabalho desenvolvido no mercado editorial evangélico brasileiro.
Agradeço a todos que direta e indiretamente contribuíram para a concretização deste projeto literário. É meu desejo com mais esta obra que a edificação dos santos seja promovida, e que toda glória a Deus seja dada!
Especificações:
Formato: 13,6 x 20,9 cm
Páginas: 72
Capa: Cartão Supremo 250 gr
Miolo: Papel Norbrite Crean 66 gr
Preço: R$ 14,90

TERÇA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2012

ORDENAÇÃO DE MULHERES NAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL: FORTALECIMENTO DA ORTODOXIA BÍBLICA OU RENDIÇÃO AO LIBERALISMO TEOLÓGICO?


Amados leitores, tendo em vista os últimos fatos relacionados à ordenação de mulheres realizada por uma convenção de ministros filiada à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil – CGADB, publicarei neste blog uma série de estudos com o tema“Ordenação de Mulheres nas Assembleias de Deus no Brasil: Fortalecimento da ortodoxia bíblica ou rendição ao liberalismo teológico?”.
Desde já conto com as vossas orações.

PR. ALTAIR GERMANO: 1ª AULA NA 18ª EBO DA AD EM SINOP-MT (2ª PARTE)

PR. ALTAIR GERMANO: 1ª AULA NA 18ª EBO DA AD EM SINOP-MT (1ª PARTE)

SEGUNDA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2012

ORDENAÇÃO DE PASTORAS E EVANGELISTAS ASSEMBLEIANAS PELA CEADDIF


Contrariando a resolução da Assembleia Geral Ordinária da CGADB, realizada de 15 a 19 de janeiro de 2001 em Brasília, após discussão em plenário sobre a ordenação de pastoras nas Assembleias de Deus no Brasil, onde entre cerca de 2.500 ministros presentes, apenas três votaram a favor (cf. Daniel, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 633), e parafraseando a declaração de Paulo a Timóteo (1 Tm 4.12) ao afirmar "Ninguém despreze a tua feminilidade", o pastor Sóstenes Apolo, presidente da CEADDIF - Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal, presidiu uma solenidade com a ordenação de pastoras e evangelistas assembleianas. Dentre as ordenadas estava a ex-ministra e candidata à presidência da República, Marina Silva.
Quais serão as ações da CGADB em relação ao fato?
O que definirá essas ações? A questão politica ou a questão doutrinária?
Quais serão as implicações do fato para o destino das Assembleias de Deus no Brasil?
Como já afirmei, e tem gente que ainda não acredita, a grande tendência nacional em relação à instituição "Assembleia de Deus" é o esfacelamento e a regionalização da mesma, que já caminha a passos largos, e que em muitos sentidos (doutrinários, usos e costumes, políticos, etc.) já é uma realidade.
Agora é orar (tomara que assim se faça) e aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

DOMINGO, 8 DE ABRIL DE 2012

A 18ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA AD EM SINOP-MT É MARCADA POR UM GRANDE QUEBRANTAMENTO DO ESPÍRITO

Da esquerda para a direita: Pr. Thiago Della Rosa (Vice-Presidente), Pr. José Antonio da Silva Sobrinho (Presidente), Pr. Altair Germano (Preletor) e Pr. Esdras Bentho (Preletor)
A igreja prestigiou o evento se fazendo presente nos cultos e nas aulas

Entre os dias 4 e 7 do corrente mês, a Assembleia de Deus em Sinop-MT, igreja liderada pelo pastor José Antonio da Silva Sobrinho, realizou a sua 18ª Escola Bíblica de Obreiros, marcada por uma grande mover do Espírito, que através das aulas ministradas provocou um grande quebrantamento na vida dos participantes. 

Tive na ocasião a oportunidade de ministrar três aulas (Dia 5 pela manhã, dia 7 pela manhã e tarde), além de pregar no dia 6, no culto da noite. Ministraram também na Escola Bíblica de Obreiros os pastores Esdras Bentho (RJ), Silas Daniel (RJ) e Ismael Ferreira (SP). No culto da noite pregaram ainda os pastores Jair Fagundes (MT) e Hélder (MT), que teve também a participação da cantora Lília Paz (RJ).


A Escola Bíblica de Obreiros da Assembleia de Deus em Sinop-MT, Dirigida pelo pastor José Antônio da Silva Sobrinho (Presidente) e coordenada pelo pastor Thiago Della Rosa (Vice-Presidente), já faz parte da agenda de eventos do município.


Que o Senhor continue abençoando os obreiros e irmãos desta tão amável igreja.

Agradeço também a todos que estiveram orando por nós.

QUINTA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2012

18ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS DA AD EM SINOP-MT: ESBOÇO DE AULA MINISTRADA


TEMA: FUNDAMENTOS BÍBLICOS PARA UMA LIDERANÇA CRISTÃ TRANSFORMADORA
TEXTO: Mt 20.20-28
INTRODUÇÃO: A nossa ideia de liderança é formada por nossos referenciais ou paradigmas de liderança
1. A ideia de liderança no contexto do Novo Testamento, e mais especificamente nos dias do ministério de Jesus, estava fundamentada em modelos distorcidos, presentes na pessoa e atividade da classe sacerdotal, dos monarcas, dos imperadores e dos senhores latifundiários e comerciantes. Nestes modelos distorcidos, a ênfase da liderança estava:
- Na hierarquia (posição social diferenciada)
- No status (representação social diferenciada)
- No privilégio (tratamento social diferenciado)
- No poder (relação social diferenciada)
- No mérito (competência social diferenciada)
Em razão do modelo distorcido, a liderança era desejada e disputada (cf. Mt 20.20, 21), promovendo dessa forma conflitos de interesses.
2. Diante da manifestação dos interesses e desejos de seus discípulos pelos lugares diferenciados, e do conflito que isso provocou, Jesus, em vez de reprová-los de forma definitiva, trabalhou no sentido de promover uma transformação em suas ideias e perspectivas, para que dessa maneira pudessem compreender a verdadeira essência da liderança cristã, que se fundamenta:
- Na possibilidade e realidade do martírio (v. 22), em vez de privilégios (Mt 26.36-39; At 20.22-24; Rm 8.18; 2 Co 4.16-18; 11.23-33; Fp 1.19-21). A possibilidade e realidade do sofrimento e da morte estão na essência da liderança cristã comprometida com Deus e com a sua palavra.
- Na escolha soberana e graciosa de Deus (v. 23b), em vez de méritos pessoais (Jr 1.5; Jo 15.16; Gl 1.14-16; 1 Tm 1.12-17). Quando compreendemos a escolha soberana de Deus acerca dos lugares que ele preparou para cada um de nós, a disputa dá lugar à descoberta, a competição dá lugar à cooperação, e a articulação dá lugar à busca em oração pela vontade de Deus.
- No serviço e dedicação ao próximo (v. 25-26), em vez do domínio sobre o próximo ou da exploração do mesmo (Lc 10.25-37), o que implica em investir no próximo atenção (Lc 10.33a), emoção (Lc 10.33b); cuidados (Lc 10.34a); recursos materiais (Lc 4.34b); Força e energia (Lc 4.34c), tempo (Lc 4.35a) e dinheiro (Lc 4.35b).
- Na condição de servo (v.27), em vez de hierarquicamente senhor, ou socialmente destacado. Na genuína liderança cristã a tradicional pirâmide organizacional é colocada de cabeça para baixo.
Diante da realidade da essência e fundamentos da verdadeira liderança cristã, e de suas implicações, ela deixa de ser desejada e disputada, e passa a ser indesejada e temida. É nesse contexto de sofrimento, soberania e serviço que surge a necessidade de estimular o desejo pela liderança (1 Tm 3.1).
Conclusão
A nossa ideia sobre liderança cristã precisar urgentemente ser descontruída, restaurada e transformada, adequando-se ao ensino e exemplo do maior líder de todos os tempos, Jesus.