A PÁSCOA NO MEIO
EVANGÉLICO
O artigo original está em... http://www.angelfire.com/in/zadoque/ ...e foi escrito por mim.
* Em tempo, prezadíssimo escritor e pesquisador, pedimos desculpas, pela omissão anterior ao ilustre escritor, Zadoque, e fonte desta matéria de sua autoria.
Obrigado pela compreensão e segue em baixo, a publicação de seu comentário.
Suas matérias são relevantes e peço permissão e autorização, ressalvados os direitos de autoria e fonte, para as publicações neste modesto Blog.
Por favor, indique sempre as fontes dos artigos e seus autores. Se o mundo tem a consciência de que deve respeitar os seus autores, aqueles que foram purificados pelo sangue de Jesus deveria fazer melhor.

Páscoa! Festa de ressurreição de Jesus!
Como que por unanimidade, muitos fazem essa
declaração...
Infelizmente poucos sabem a verdadeira origem dessa festa.
Pois, nem é preciso dizer que por parte dos incrédulos, a ignorância os fazem
pensar que a Páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor. É uma ignorância
alimentada pela tradição.
Mas que dirão daqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, no
sangue precioso que Ele derramou na cruz pelos nossos pecados, e que, portanto
se entregaram as suas vidas à Ele?
São a esses a quem este trabalho se destina.
A ORIGEM...
Se fôssemos ver a origem da páscoa, isto é, a verdadeira
páscoa, que é bíblica, ela se encontra no livro de Êxodo, capítulo 12, onde o
Senhor declara uma série de ordenanças ao seu povo, Israel, para ser lembrada à
posteridade, e cumprida. Isto é, a páscoa foi instituída por Deus para Israel. E
o significado desta festa se encontra no versículo 12, onde se diz o
seguinte:
"Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e
ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos
animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o
Senhor".
Tem-se aí portanto, o motivo da páscoa: A morte dos
primogênitos dos egípcios, e a execução do juízo de Deus sobre todos os deuses
egípcios. E em outras passagens, são reforçadas o sentido da Páscoa:
"Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos
dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos
perguntarem:
Que quereis dizer com este
culto?
Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que
passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriram os Egípcios, e
livrou as nossas casas." (Êxodo 12:26,27).
O significado da páscoa também é a da libertação do jugo dos
egípcios (Êxodo 12:42):
"Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor,
porque os tirou da terra do Egito...". Como se vê, o seu significado é bem
diverso daquele que o mundo vê: a ressurreição do Senhor Jesus; pois, não
existem bases sólidas para tal argumento, visto que a ressurreição foi uma
conseqüência da perfeição do Senhor Jesus, uma vez que ele não cometeu nenhum
pecado, portanto, não poderia permanecer morto. E também, a garantia da Sua
vitória sobre a Morte, fazendo valer assim a Sua promessa de vida eterna, a
plena, para todos aqueles que creram e se entregaram a Ele. Mas em nenhuma parte
das Escrituras diz que a páscoa é a comemoração da ressurreição do Senhor; nem
no Velho, quanto mais no Novo Testamento.
Portanto, ao se tratar de definir um sentido diferente daquilo
que Deus estabeleceu para uma festa por Ele ordenado, é o mesmo que estivesse
torcendo e distorcendo a Sua Palavra. Sejam quais os motivos
apresentados.
E uma das evidências dessa distorção é pelo fato de que a
páscoa católica - hoje oficialmente adotada no mundo, inclusive no meio
evangélico - jamais deva coincidir com a páscoa judaica. No entanto, isso nem
sempre acontece, pois:
"O Concílio Eclesiástico de Nicéia (325) reajustou o
calendário numa tentativa de evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach,"
(a páscoa judaica)...
"o que entretanto vez por outra ainda ocorria" (1).
Se apelou inclusive, ao matemático Gauss, para estabelecer uma fórmula simples e
prática no cálculo da data da páscoa, visto que todas as festas móveis
católicas, dependiam do dia da páscoa (2).
A razão de tudo isso é pelo fato de que o calendário hebraico é
lunar, isto é, baseado no ciclo da Lua; enquanto que o calendário dos católicos
- o gregoriano - é solar. Trazendo assim complicações no estabelecimento de
datas, visto que a páscoa judaica "moveria" dentro do calendário gregoriano,
podendo coincidir dessa forma, com a páscoa dos católicos. Principalmente
levando em conta de que a páscoa judaica duraria uma semana, tornando mais fácil
essa coincidência. E é o que eles não querem. Pois, senão, de outra forma, não
teria justificativa, visto que é mais fácil adotar a páscoa dos judeus. Isto é,
aparentemente fizeram a questão de não seguir os preceitos bíblicos da páscoa,
pois, teriam de respeitar rigorosamente a data, e o motivo da comemoração (e que
é bem diferente a da tradição católica, onde a páscoa é a ressurreição, e não a
morte do Cordeiro, nem tão pouco era considerado a saída do Egito).
Outra coisa a ser considerada é de que a igreja católica,
permitiu a matança dos judeus, nas festas das páscoas, sob uma falsa acusação de
que estes usavam o sangue das crianças "cristãs" para a confecção dos pães
ázimos (3).
Os pães ázimos - isto é, pães sem fermentos - fazem parte do
preceito bíblico para a comemoração da verdadeira páscoa, que é judaica.
Para esse caso, reparamos um odioso anti-semitismo, bem
evidente na Idade Média, onde não somente desprezaram os preceitos bíblicos da
páscoa, estabelecendo os seus próprios, como também ignoram o sentido dos pães
ázimos, dando uma versão pervertida ao povo, que crê cegamente nas suas
doutrinas.
O anti-semitismo pode perfeitamente bem explicar todas essa
distorções.
PÁSCOA, OU A CEIA DO SENHOR?
O próprio Senhor Jesus, quando instituiu a Ceia do Senhor, se
deu no dia da páscoa (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13), e não
foi pela Sua ressurreição que le a instituiu, e sim, em memorial a Ele, e
anunciando a Sua morte, até que Ele venha a nos buscar (I Coríntios
11:26).
Isto é, a Ceia do Senhor se deu justamente na páscoa porque, a
verdadeira páscoa era Ele (I Coríntios 5:7), que estava preparado para morrer
pelos nossos pecados - a de ser crucificado. Por isso que foi chamado de
Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João 1:29), porque Ele é o
Cordeiro a ser sacrificado, a páscoa, para derramar o Seu sangue pelos nossos
pecados; pois, sem tal sacrifício, nenhum homem poderia aproximar de Deus, e
entrar em comunhão com Ele, ganhando assim a vida eterna.
Razão pelo qual, uma vez feito tal sacrifício, o único
verdadeiro e perfeito, deixaria de ter sentido a páscoa, uma vez que o antigo
pacto foi consumado. Foi por essa razão que o Senhor Jesus se reuniu com os seus
discípulos, para realizar a última páscoa - a válida - e estabelecer o novo
pacto, mais abrangente, e debaixo da graça: a Ceia do Senhor.
Ora, se o irmão pretende celebrar a páscoa, ele deverá seguir à
risca os mandamentos que Deus deu a Moisés!
Terá de deixar de participar da Ceia do Senhor periodicamente
(geralmente mês a mês), pois, a páscoa só se dá por volta dos meses de
março/abril de cada ano. Visto que era celebrada no mês de
abibe, no dia
14 por diante, e deverá imolar um cordeiro, e comer por sete dias, pães ázimos e
ervas amargas...(Êxodo 12:2-8-15).
Não imolando o cordeiro, mesmo assim, teria de ser com pães
ázimos, e já terá transgredido a Lei de Deus!
Mas acontece que a páscoa é um mandamento somente para o povo
de Israel, e não para os outros povos, quanto mais para a Igreja de Cristo, pois
senão teriam de seguir à risca, todos os preceitos que Deus deu a este
povo.
É uma celebração exclusiva do povo de israel, pois nós temos em
Êxodo 12:3 o seguinte:
"Falai a toda a congregação de Israel..."
É uma festa que deve ser guardada por todos os filhos de Israel
(Êxodo 12:47).
E mais, o estrangeiro não deve comer dela (Êxodo 12:43). Se por
acaso, um estrangeiro, um gentil, quiser participar da páscoa,
deve ser
circuncidado (Êxodo 12:43).
Circuncidará um salvo em Cristo Jesus para participar da
páscoa?
É estar debaixo da Lei, e não da graça! E tanto pelo fato de
estar debaixo da Lei que, caso um homem, filho de Israel, se não comemorou a
páscoa, deve ser extirpado do povo de Deus; em outras palavras, executado
(Números 9:13). Era portanto, um mandamento severo, um pacto feito entre Deus e
Israel, assim como o mandamento de guardar o sábado. Logo, se nós fossemos
comemorar a páscoa, nos colocaríamos ao mesmo pé de igualdade com os adventistas
do sétimo dia.
A ORIGEM PAGÃ DA PÁSCOA ATUAL
A páscoa que se comemora no dia de hoje, não se assemelha nem
um pouco com a páscoa bíblica, e que faz parte da Lei que Deus ordenou a Moisés,
e que era destinada a todo o Israel. Pelo contrário, essa páscoa que conhecemos
é completamente estranha aos preceitos bíblicos, e que se reveste de outros
valores sob o disfarce do cristianismo nominal.
Acima de tudo, o seu paganismo que se demonstra em duas
evidências:
O
ovo e o
coelho, são símbolos que vieram dos
antigos povos, como os egípcios e os persas, além de outros. Nesse caso, os ovos
eram tingidos, e dados aos amigos, e os chineses as usavam nas festas de
renovação da natureza (4). E como peças decorativas pagãs, chegaram a nós,
proveniente de regiões como a Ucrânia, sob o nome de pessankas (5).
É rica as simbologias pagãs relacionadas com os ovos. Segundo
Cirlot, são emblemas da imortalidade, encontrados nos sepulcros
pré-históricos da Rússia e da Suécia. E também é usado como escrita
hieroglíficas dos egípcios, considerado como o que é potencial, o princípio da
geração, o mistério da vida; sendo usado pelos alquimistas. Enfim, o ovo é o
símbolo cósmico na maioria das tradições, desde a Índia até aos druidas celtas
(6).
Para os egípcios, o deus
Re nasceu de um ovo; para os
hindus,
Brahma surgiu de um ovo de ouro -
Hiranyagarbha - e que
depois, com a casca, fez o Universo. Para os chineses,
P'an Ku, nasceu de
um ovo cósmico (7).
Ele é o símbolo de fertilidade, usado como talismã pelos
agricultores. E tem diversas superstições ligadas ao seu uso (8).
Na mitologia grega, os gêmeos
Castor e
Pólux,
nasceram de ovos "botados" (pasmem!) por uma mortal,
Leda, quando fora
seduzida por
Zeus, que lhe apareceu sob a forma de um cisne! (9) O ovo
era, na verdade, considerado por diversos pagãos, como a origem dos seres
humanos (10).
Quanto ao coelho da páscoa, provém da lebre sagrada da deusa
Eastra, uma deusa germânica da primavera (11).
Era ela, a lebre, quem que trazia os ovos; e que em outras
regiões, como na
Westphalia (Alemanha), tal papel era exercido pela
"raposa da páscoa"; ou, na Macedônia (Grécia), por
"Paschalia" o
espírito do dia (12).
Porém, prevaleceu como símbolo da fertilidade, a lebre (ou o
coelho), porque já era conhecida como tal durante muitos anos. E, em várias
regiões, a lebre era considerada uma divindade. Ela está relacionada com a deusa
lunar
Hécate na Grécia; e, além da
Eastra, tem-se o equivalente
que é a deusa
Harek dos germanos, que era acompanhada por lebres (13),
consideradas como símbolos da fertilidade, devido à grande capacidade de se
reproduzir, e, segundo os anglo-saxões, como também os chineses, associada à
Primavera(14).
É interessante notar que a lebre (ou o coelho) é considerado
como um animal imundo (Deuteronômio 14:7). E que só recentemente é que a páscoa
está sendo comemorada como uma festa em homenagem à primavera, em Israel,
(ligada portanto, com os ritos da fertilidade) (15). Isto é, já se tem uma
contaminação pagã na páscoa judaica, e que outrora era considerada bíblica. E
com muita razão:
A páscoa judaica já há muito tempo deixou de ser bíblica visto
que não tem mais eficácia, pois, a verdadeira páscoa - o Senhor Jesus - já foi
consumado lá na cruz. Por esse motivo é que Deus permitiu a destruição do Templo
de Salomão, cerca de 70 d.C., para que fosse impedido a comemoração da páscoa.
Pois, tal comemoração, juntamente com outros preceitos, prenderiam os judeus à
Lei, ao antigo pacto, e que deixou de ser válido. Além disso, os sacrifícios de
holocausto (que fazem parte da Lei), só poderiam ser realizados no Templo, e não
em outro lugar.
Tendo isso em conta: de que a própria páscoa, instituída por
Deus, deixou de ser válida; quanto mais não seria anti-bíblica a comemoração da
páscoa do mundo, cuja procedência é claramente pagã?
CONCLUSÃO
A páscoa que se comemora atualmente faz parte das chamadas
festas cíclicas pagãs, onde se presta grande importância na guarda das datas,
dias, meses, etc. E para esse caso, é bom nos lembrarmos da advertência data
pelo apóstolo Paulo:
..."agora, porém, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo
conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres,
aos quais quereis servir?
Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"... (Gálatas
4:9-10).
A verdadeira páscoa foi consumada quando o nosso Mestre e
Senhor foi crucificado na cruz. Portanto, não tem mais sentido para nós a sua
comemoração, visto que não representa sequer o ressurreição de Jesus, e sim, a
revitalização de uma festa milenar e pagã de fertilidade.
O nosso alvo é a importância da morte do Senhor Jesus, e
devemos nos lembrar disso, até a volta d'Ele, para nos buscar; isto é, devemos
lembrar da Sua morte na Ceia do Senhor.
NOTAS:
(1) "PÁSCOA" in Enciclopédia Judaica, v.3, pag.956
(ed.67).
(2) "PÁSCOA" in Enciclopédia Brasileira
Globo, v.VIII, sem página.
GAUSS, Karl Friedrich - "um
dos grandes expoentes matemáticos de tôda a história" (Barsa, v.6, pag.435,
edição de 69).
(3) "PÁSCOA" in Enciclopédia Brasileira
Mérito, v.15, pag.45.
Enciclopédia EPB Universal,
v.9, pag.2704.
(4) "PÁSCOA" in Enciclopédia Delta
Universal, v.11, pag. 6125 (ed.80).
"Páscoa: que
significa realmente?" in Jornal da Tarde, 7 de abril de 1982.
(5) "Páscoa Ucraniana" in Shopping News-City News, 28 de março de 1982,
pag.9.
"No Brooklin, duas senhoras se preparam para a
Páscoa ucraniana" in Gazeta de Santo Amaro, 3 de abril de 1982.
(6) "Ovo" in "Dicionário de Símbolos" de Juan-Eduardo Cirlot, pag.
435.
(7) "Os ovos" in "Homem Mito e Magia" da Ed.
Três, v. III, pag.718.
(8) IDEM, ibidem.
(9) IDEM, ibidem.
"LEDA" in Grande
Enciclopédia Delta Larousse, v.7, pag.3951 (ed.70).
(10) "Páscoa: que significa realmente?" in Jornal da Tarde, 7 de abril
de 1982.
(11) "Os ovos" in "Homem Mito e
Magia"...
(12) IDEM, ibidem.
(13) "Lebre" in "Dicionário de Símbolos" de Cirlot, pag. 337.
(14) "Páscoa, comemoração universal" in Shopping News-City
News-Jornal da Semana, 26 de março de 1989, pag.43.
(15) "PÁSCOA" in Enciclopédia Universal Gamma, v.8, sem página
(ed.84).